sábado, dezembro 29, 2007

VAVA.DIANDO COM MARCELO REBELO DE SOUSA

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sexta-feira, dezembro 21, 2007

VAVADIANDO DE NATAL

VÁ.VÁ.DIANDO
15 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A

O VAVADIANDO DESEJA
UM FELIZ NATAL
E UM ÓPTIMO 2008

22.12’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADOS ESPECIAIS:
OS PARTICIPANTES

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA, CARLOS DO CARMO, CELINA PEREIRA E OTELO SARAIVA DE CARVALHO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

UM JANTAR APENAS DE AMIZADE E CONFRATERNIZAÇÃO
SEM PRENDAS. A PRENDA É A PRESENÇA DE CADA UM


TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.
PRATOS DO DIA: ARROZ DE TAMBORIL OU BORREGO ESTUFADO COM BATATA
RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. PAGAMENTO ANTECIPADO]

Para informações:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

marcações de lugares:
RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sitio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira


História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga


É Dia de Natal

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa

Falavam-me de amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia

VAVA.DIANDO DE NATAL
TRAGA CONSIGO
UM POEMA,
UMA CANÇÂO,
UMA FRASE
A SUA MÃO…

quarta-feira, novembro 21, 2007

FOTOS
VER AQUI
VÁ.VÁ.DIANDO
14 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A


26.11’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
OTELO SARAIVA DE CARVALHO


DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA, CARLOS DO CARMO e CELINA PEREIRA, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PRÓXIMOS CONVIDADOS
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO



TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

quarta-feira, outubro 31, 2007

VAVA.DIANDO COM CELINA PEREIRA

VÁ.VÁ.DIANDO
13 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A

14.11’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á


CONVIDADO ESPECIAL:
CELINA PEREIRA
De Cabo Verde e das Mornas

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA e CARLOS DO CARMO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

“Entre os grandes intérpretes da Morna destacam-se, pela importância na divulgação da música e da cultura cabo-verdiana, os cantores Bana, Cesária Évora, Celina Pereira, Paulino Vieira e Ildo Lobo.”

PRÓXIMOS CONVIDADOS
26 DE NOVEMBRO: OTELO SARAIVA DE CARVALHO
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO


TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

sábado, outubro 06, 2007

VAVA.DIANDO COM CARLOS DO CARMO

VÁ.VÁ.DIANDO
12 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A


18.10’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á
CONVIDADO ESPECIAL:
CARLOS DO CARMO
Vamos falar de Fado e de “Fados”

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO e ROGÉRIO SAMORA, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS O CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PRÓXIMOS CONVIDADOS
14 DE NOVEMBRO: CELINA PEREIRA (UMA VOZ DE CABO VERDE)
26 DE NOVEMBRO: OTELO SARAIVA DE CARVALHO
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

segunda-feira, setembro 03, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
11 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A
ABERTURA DE NOVA TEMPORADA

26.09’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
ROGÉRIO SAMORA
Profissão: ACTOR

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS e LAURO ANTÓNIO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

ROGÉRIO SAMORA - ACTOR: TEATRO, CINEMA, TELEVISÃO

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)
Próximo Convidado:
CARLOS DO CARMO
(17 de Outubro de 2007, a confirmar a data)

sábado, agosto 25, 2007

O VAVÁ.DIANDO QUE NÃO SE FAZ


EDUARDO PRADO COELHO

Ontem escrevi no PC o cartaz, numa folha de A4, para colocar nas portas do café Vávà a anunciar a próxima Tertúlia. Coloquei a informação no blogue do Vava.Diando. Seria dia 26 de Setembro. O convidado era o Eduardo Prado Coelho. Haviamos combinado ao telefone, na tarde do dia 18 deste mês, quando me telefonou a dar os parabéns. Estava bem disposto, dizia sentir-se bem, os maus tempos tinham passado. Teria muito gosto em vir ao Vava.diando.
Não vai aparecer. Fisicamente.
Hoje, às oito da manhã, morreu vítima de um ataque cardiaco fulminante. Tinha 64 anos, uma vida à sua frente. Tanto ainda para escrever e criar. As suas palavras fazem-nos falta, a partir de hoje, por muito que por vezes fossem polémicas (ou até por causa disso meso). É mais um da minha geração que vai. A última vez que falámos foi à saída de uma sala de cinema, há dias, quando ambos tinhamos visto o mais recente Tarantino.
Agora o silêncio e "a noite do mundo". Dia 26 de Setembro, estarás no Vavá.

Sobre Eduardo Prado Coelho

Eduardo Prado Coelho nasceu a 29 de Março de 1944, em Lisboa. Faleceu em Lisboa, a 25 de Agosto de 2007. Casado por diversas vezes. Uma filha. Um neto.Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em 1983, na mesma Universidade, com uma tese sobre “A Noção de Paradigma nos Estudos Literários”. Foi assistente na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1970 e 1983. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é actualmente professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação. Em 1975-76, foi Director-Geral de Acção Cultural no Ministério da Cultura criado com a Revolução de Abril. Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne-Paris 3. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris. Foi Comissário para a Literatura e o Teatro da Europália portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na Lisboa Capital Europeia da Cultura 94. Em 1997, tornou-se director do Instituto Camões em Paris. Regressou a Portugal em Outubro de 1998, tendo voltado a ser professor na Universidade Nova de Lisboa. Foi o comissário da participação portuguesa no Salon du Livre /2000.Tem ampla colaboração em jornais e revistas e publicava uma crónica semanal sobre literatura no diário “Público”, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal (“O Fio do Horizonte”). É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária (“Os Universos da Crítica”), vários livros de ensaios (“O Reino Flutuante”, “A Palavra sobre a Palavra”, “A Letra Litoral”, “A Mecânica dos Fluidos”, “A Noite do Mundo”, “O Cálculo das Sombras”) e dois volumes de um diário (“Tudo o que não escrevi”). Publicou recentemente “Diálogos sobre a Fé” (com D. José Policarpo) e “Dia Por Ama” (com Ana Calhau), “Crónicas no Fio do Horizonte”, sendo “Nacional e Transmissível” (Guerra e Paz, 1ªedição 2006) o seu último livro editado.
Foto de EPC, homenagem do Famafest, em Março de 2007.

sexta-feira, agosto 24, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
11 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A

ABERTURA DE
NOVA TEMPORADA

26.09’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
EDUARDO PRADO COELHO

REFLECTIR NO “FIO DO HORIZONTE”

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS e LAURO ANTÓNIO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

EDUARDO PRADO COELHO: PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, ESCRITOR, ENSAISTA, COLUNISTA DE “PÚBLICO”.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

QUEM É EDUARDO PRADO COELHO

Eduardo Prado Coelho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Eduardo Prado Coelho (
Lisboa, 29 de Março de 1944) é um escritor e professor universitário português.
Filho do catedrático
Jacinto do Prado Coelho, licencia-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em 1983, com uma tese a que deu o título de A Noção de Paradigma nos Estudos Literários e foi assistente entre 1970 e 1983. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi até há pouco tempo professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação.
Em 1975-76, foi Director-Geral de Acção Cultural no Ministério da Cultura criado com a Revolução de Abril. Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Universidade de
Sorbonne - Paris III. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris. Foi Comissário para a Literatura e o Teatro da Europália Portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na Lisboa Capital Europeia da Cultura 94. Em 1997, tornou-se director do Instituto Camões em Paris.
Regressou a Portugal em Outubro de 1998, tendo voltado a ser professor na
Universidade Nova de Lisboa. Foi o comissário da participação portuguesa no Salon du Livre /2000.
Tem ampla colaboração em jornais e revistas e publica uma crónica semanal no jornal
Público. É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária (Os Universos da Crítica), vários livros de ensaios (O Reino Flutuante, A palavra sobre a palavra, A letra litoral, A mecânica dos fluidos, A noite do mundo) e dois volumes de um diário (Tudo o que não escrevi). Em 1996, recebeu o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores e, em 2004, o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom.
É actualmente membro do Conselho Directivo do
Centro Cultural de Belém, ex-membro do Conselho Superior do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), ex-membro do Conselho de Opinião da Radiodifusão Portuguesa e ex-membro do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa.
Publicou recentemente Diálogos sobre a fé (com
D. José Policarpo) e Dia Por Ama (com Ana Calhau), sendo Nacional e Transmissível (Guerra e Paz, 1ªedição 2006) o seu último livro editado.
Prémios: Foi premiado, em 2004, com o Prémio Arco-íris, da Associação ILGA Portugal , pelo seu contributo na luta contra a discriminação e homofobia.
Obtido em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Prado_Coelho"

quarta-feira, agosto 01, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
10 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A

VÁVÁ.DIANDO / ESPECIAL



18.08’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
LAURO ANTÓNIO

MEMÓRIAS DA VIDA, DO CINEMA E DO VÁVÁ

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES e PAULO PORTAS, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

LAURO ANTÓNIO, FORMADO EM HISTÓRIA, REALIZADOR DE CINEMA E TV, CRÌTICO, DRAMATURGO, ENCENADOR, PROFESSOR, ESCRITOR, BLOGUISTA.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

QUEM É O CONVIDADO?

LAURO ANTÓNIO
Curriculum Vitae

Lauro António de Carvalho Torres Corado nasceu em Lisboa, a 18 de Agosto de 1942, filho de Lauro da Silva Corado (pintor e professor do ensino técnico) e de Maria Helena Martins de Carvalho da Costa Torres Corado;
Fez o curso do liceu em Portalegre (até ao 4º ano) e depois em Lisboa (Gil Vicente, 5º ano; Pedro Nunes, 6º e 7º anos). Curso de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se formou em l969; Serviço Militar em Mafra, em 1969, passando depois aos Serviços Cartográficos do Exército, Divisão Foto-Cinema, tendo saído em l972.
Diriginte Cine-clubista, no ABC Cine-Clube de Lisboa (entre 1963 e 1970) e no Cine-Clube Universitário de Lisboa (1963-1965);
Tem exercido regularmente a crítica cinematográfica em numerosos jornais, revistas e outras publicações: República (entre l96l e l967); Diário de Lisboa (entre 1967 e 1975 e de novo entre 1989-90); Plateia (entre l962 e l965); Rádio e Televisão; Jornal de Letras e Artes; Vértice; O Século Ilustrado; Opção (entre l975 e l976); Cicerone; TV Guia; Mais; Diário de Notícias (entre l976 e l985); A Capital (entre 1986 e 1988); Sete (entre 1985 e 1989); O Jornal (entre 1986 e 1988); What Video, Edição Portuguesa (entre 1988 e 1989); e ainda O Tempo e o Modo, Colóquio, Video Som, Sábado e Diário Popular (1990-1991). Colaborou na TV Mais e Diário de Notícias em 1993. Teve uma coluna de opinião em A Capital (Sessões Continuas, 1998.99), em A Bola (“O Leão das Estrelas”) e em "O Comércio do Porto" (Crónicas do Olhar). Presentemente escreve na revista “História” e no “Jornal do Fundão.”
Director de algumas revistas de cinema: Enquadramento (1970-1971: três números); “Isto é Espectáculo” (1976-1977: oito números); “Isto é Cinema” (1978: os primeiros doze números); “Vídeo Som” (1989-90);
Tem leccionado em diversos Cursos de Cinema: Serviços Cartográficos do Exército (l970-l972); Instituto das Novas Profissões (l972-l973); IADE (l986-l987); CineForum do Funchal (l987-l988; 1991-2); Cursos de Leitores na Faculdade de Letras de Lisboa (vários); Curso de Cinema, da Universidade Nova (1991); ISCEM (Instituto Superior de Comunicação Empresarial, 1991-92, onde leccionou "Audiovisuais na Comunicação Empresarial); Lições de História de Cinema no IATE, Universidade Moderna, etc. Director do Curso de Iniciação ao Cinema e ao Audiovisual (ISCEM-Instituto Franco-Portugais, 1991-92) que teve uma extensão no Funchal (Cine Forum, 1992). 1994/2005 - Professor Adjunto a leccionar as cadeiras de "Linguagem Audiovisual e Argumento" e "Produção e Realização", no Curso de Tecnologias de Comunicação Audiovisual, do Instituto Politécnico do Porto. Coordenador do Forum Académico de Cinema do Porto (no ISEP). Presentemente lecciona na Universidade Lusófona e no ARCO.
Vogal da Comissão de Classificação de Espectáculos (Comissão de Classificação de Qualidade) desde l983 até 1989, altura em que abandonou as funções por discordar da orientação seguida pela nova direcção
Convidado em 1991, pelo Ministro da Educação, Eng. Roberto Carneiro, para coordenar o grupo de trabalho do M.E. que introduz o ensino do cinema a todos os níveis do ensino em Portugal; Coordena a edição de vídeos e brochuras distribuídas pelo M.E.; Director do 1º Festival Escolar de Vídeo (1993). Presentemente faz parte de um “grupo de especialistas de cinema e audiovisual” para análise de Candidatura de Cursos da especialidade em Universidades Privadas.
Membro de Júri de diversos Festivais de Cinema, em Portugal e no Estrangeiro:
- Festival Internacional de Cine de Humor de La Coruña;
- Festival Internacional de Cinema de Santarém;
- Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz;
- Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto-Fantasporto;
- Cinema para a Infância e Juventude-Tomar (l984)
- Festival Internacional de Cine de Valladolid (l985);
- Festival Internacional de Cinema de Troia (l986);
- Festival de Cinema Húngaro (Prémio da Crítica Internacional) (l985-l986)
- Festival de Cinema de Expressão Portuguesa-Aveiro (l988).
- 11º Festival de Teatro Amador de Lisboa (1991);
- Festival Internacional de Cinema de Troía (l996);
- FIPA, Festival Internacional de Audiovisual, Biarritz (1997);
- Festival Internacional de Cinema do Algarve (1998);
- Cinanima, Festival Internacional de Cinema de Animação, Espinho (1997)
- Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto-Fantasporto – Prémio George Méliès (1998);
- Festival Internacional de Cinema Independente de Ourense - 1999
- Festivídeo - Porto, 2000
- Festival Internacional de Cinema Ambiental de Goiás, Brasil, 2000, 2003, 2004, 2006
- Encontros Internacionais de Avanca (2002, 2004);
Director de programação dos cinemas Estúdio Apolo 7O (entre 1969 e 1985); Caleidoscópio (l973-l975) e Foco, no Porto (l972-l974); Organizou Sessões Clássicas em Lisboa ("Quinzenas do Bom Cinema", no Monumental, como colaborador de Artur Ramos, entre l96 -l97 )("A Festa do Cinema", no S. Luiz 1990-1991); e ainda em Santarém, Aveiro, Porto, Coimbra, Faro, Funchal, Ponta Delgada, etc.
Director do Festival Internacional de Cinema de Portalegre (3 edições 1987-89);
Foi o iniciador das Sessões da Meia-noite nos circuitos cinematográficos portugueses ("Meia Noite Fantástica", primeiro no Cinema Vox e logo depois as "Sessões de Meia Noite", diárias, no Apolo 70) tendo ainda iniciado as sessões de cinema a partir da hora do almoço e impulsionado as sessões infantis nas manhãs de Sábados e Domingos;
A convite do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa inicia, em Outubro de 1990, "A Festa do Cinema", sessões clássicas ao fim da tarde que procuraram ressuscitar aquela sala para o cinema. Prossegue essa actividade no Padrão dos Descobrimentos, com ciclos dedicados às escolas: A História no Cinema, Clássicos do Burlesco, Imagens da Juventude no Cinema, A Conquista do Oeste, etc. Em 1998/99, no Forum Lisboa inicia “As Noites de Cinema” do Forum Lisboa.
Director do FESTIVIANA, Festival Internacional de Cinema de Viana do Castelo, cuja I edição teve lugar em Maio de 1991, dedicando especial atenção ao tema "O Ensino do Cinema, O Cinema no Ensino". 10ª edição em 2000.
Director do FACE (1º Festival Audiovisual de Comunicação Empresarial), organizado quando foi professor do ISCEM (Instituto Franco Português - Julho de 1992);
Director do 1º Festival Escolar de Vídeo (organização do Ministério da Educação, em Maio de 1993 - Forum Picoas); 2º Festival, em 1995; 3º Festival em 1997, acompanhado pelo 1º Encontro Nacional "Os Audiovisuais no Ensino, O Ensino dos Audiovisuais".
Conselheiro para a área do cinema na TVI-canal 4 (1993/1996). Autor e apresentador do programa "Lauro António Apresenta..." (TVI- Canal 4 entre 1994/1997). Tem organizado ciclos dedicados a Richard Brooks, John Huston, Humphrey Bogart, Otto Preminger, Henry Hathaway, Vincent Price- Roger Corman, Cinema Americano dos anos 80, Robert Altman, Western, etc.
Director do CINEECO, Festival Internacional de Cinema e Vídeo do Ambiente da Serra da Estrela, Seia, cuja 1ª edição teve lugar em Outubro de 1995. 13ª edição em 2007.
Director do VIDEOVIANA, Festival Nacional de Viana do Castelo, cuja Iª edição teve lugar em Maio de 1995. 5ª edição em 1999.
Director de programação do Forum Académico do Porto, com sessões semanais no ISEP, desde 1997.
Director da Mostra de Cinema do Forum Açoriano de Cinema, Ponta Delgada, cuja 1ª edição decorreu em Janeiro de 1998. 2ª edição em 1999.
Director do FAMAFEST, Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão, cuja I edição teve lugar em Março de 1999, subordinado ao tema "Cinema e Literatura". 9ª edição em 2007.
Director do Festival “O Castelo em Imagens”, Portel, cuja I edição teve lugar em Outubro de 2003.
Organiza as sessões de “Cine Clube” na Biblioteca Museu República e Resistência (2002-2006).
Organiza as sessões de “Wonderfull - Cinematografo” no Jardim de Inverno do Teatro de São Luiz - (Janeiro – Março 2004).
Co-organiza o “Cine Goias 2004” - I Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Goias – Cinema e Literatura” (Maio de 2004)

BIBLIOGRAFIA:
CINEMA

1967 - O CINEMA ENTRE NÓS (edição Cronos)
1967 - O CINEMA EM PORTUGAL VISTO ATRAVÉS DOS NÚMEROS (in Almanaque O SÉCULO);
1968 - O CINEMA ENTRE NÓS (UM ANO DE CRITICA) (Edição Publicações Dom Quixote)
1974 - INTRODUÇÃO AO CINEMA HÙNGARO (edição Apolo 7O);
1974 - USA-NOVOS REALIZADORES-I (George Lucas; Paul Newman; Georges Roy Hill; Peter Bogdanovich) (Edição Monografias Apolo 7O);
1975 - PARA UMA LEITURA DO FILME"CÂNTICO FINAL"(in 4ª edição de "Cântico Final",de Vergílio Ferreira-Edição Arcádia);
1975 - ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DO CINEMA CUBANO (edição Apolo 7O);
1977 - CINEMA E CENSURA EM PORTUGAL (l926-l974) (edição Arcádia);
1982 - FIGUEIRA DA FOZ-DEZ ANOS DE CINEMA EM FESTIVAL (edição da Câmara 1da Figueira da Foz);
1983 - HORROR FILM SHOW (O CINEMA FANTÁSTICO NOS ANOS 7O) (edição Fantasporto)-2 volumes;
1984 - JACQUES TOURNEUR: ENTRE A LUZ E AS TREVAS (edição Fantasporto);
1986 - ANUÁRIO DE VIDEO, CINEMA E TELEVISÃO (edição Sete);
1987 - ANUÁRIO DE VIDEO, CINEMA E TELEVISÃO (edição Sete);
1988 - DAVID CRONENBERG: AS METAMORFOSES MODERNAS (edição Fantasporto);
1990 - ANUÁRIO VIDEO-1990 (Edição Video Som);
1991 - CINEMA E COMUNICAÇÃO SOCIAL (Edição III Festival de Portalegre)
1994 - LAURO ANTÓNIO APRESENTA (edição Asa)
1996 - VERGILIO FERREIRA, A SERRA E O CINEMA (Ed. Cine Eco 1995)
1998 - A MEMÓRIA DAS SOMBRAS - Escritos sobre Cinema e Audiovisual (edição Campo das Letras. Col. Campo de Cinema, a publicar);
1998 - O ENSINO, O CINEMA E AUDIOVISUAL, publicação de Comunicações do I Encontro Nacional “O Ensino do Audiovisual, O Audiovisual no Ensino”, coordenação (Edição Porto Editora, a publicar);
1999 – E DEPOIS DE ABRIL, ‘TÁ-SE BEM? (A Juventude em Portugal e no Mundo, depois de Abril de 1974). Textos de apoio a Ciclo de Cinema no Forum Lisboa. Ed. Forum Lisboa/B.Museu da Répública e da Resistência.
2001 - CINEMA E CENSURA EM PORTUGAL (l926-l974) (Red. Refundida - Ed. Biblioteca Museu da República e Resistência);
2001 - CITIZEN KANE (guião) Notas – Ed. Famafest, CEEA e Costa do Castelo
2001 - O VESTIDO COR DE FOGO (guião) Notas – Ed. Famafest, CEEA e Costa do Castelo
2001 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL /o Audiovisuais no ensino – Col. Cine Eco, nº 2 , Ed. Cine Eco, IPAMB.
2001 - TEATRO POLITEAMA – Col. Lisboa Porta a Porta, Ed. Câmara Municipal de Lisboa.
2002 - TEATRO S. LUIZ - Col. Lisboa Porta a Porta, Ed. Câmara Municipal de Lisboa.
2002 - JOHN CARPENTER – Col. Cine Clube; Nº 1; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2002 - PORTUGAL, ANOS 60 - Col. Cine Clube; Nº 2; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2002 - DEFICIENCIA E REABILITAÇÂO NO CINEMA – Ed. Instituto Português de Oncologia do Porto.
2002 – ORSON WELLES – Col. Cine Clube; Nº 3; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2002 – O PLANETA DOS MACACOS – Col. Cine Clube; Nº4; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2002 – STANLEY KUBRICK – Col. Cine Clube; Nº 5; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 – WOODY ALLEN – Col. Cine Clube; Nº 6; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 – CAMACHO COSTA – Col. Cine Clube; Nº 7; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 – SAM RAIMI – Col. Cine Clube; Nº 8; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 - DEFICIENCIA E REABILITAÇÂO NO CINEMA II – Ed. Instituto Português de Oncologia do Porto.
2003 – A GUERRA NO CINEMA – Col. Cine Clube; Nº 9; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 – DAVID FINCHER – Col. Cine Clube; Nº 10; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 – JEAN-PIERRE JEUNET – Col. Cine Clube; Nº 11; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2003 - ALEXANDRO AMENÁBAR – Col. Cine Clube; Nº 12; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 - ELIA KAZAN – Col. Cine Clube; Nº 14; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 - “25 DE ABRIL – 30 ANOS DEPOIS” – Col. Cine Clube; Nº 16; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 – TIM BURTON – Col. Cine Clube; Nº 15; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 – MARILYN MONROE – Col. Cine Clube; Nº 17; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 – PETER WEIR – Col. Cine Clube; Nº 18; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 – A PANTERA COR-DE-ROSA - Col. Cine Clube; Nº 19; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2004 - O NATAL NO CINEMA - Col. Cine Clube; Nº 20; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – DRÀCULA EM LISBOA (guião de um filme nunca rodado), in “CONTOS FANTÁSTICOS”, Ed. Fantasporto. Preambulo edições.
2005 – MARLON BRANDO - Col. Cine Clube; Nº 21; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – VISÕES DE CRISTO NO CINEMA - Col. Cine Clube; Nº 22; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – VISÕES DA JUVENTUDE NO CINEMA PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO – Ed. VII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental. Goiás, Brasil.
2005 – II GUERRA MUNDIAL NO CINEMA - Col. Cine Clube; Nº 23; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – DAVID GRIFFITH E O NASCIMENTO DA LINGUGEM CINEMATOGRÁFICA - Col. Cine Clube; Nº 24; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – – Col. Centro de Estudos Cinematográficos, nº 1 – STANLEY KUBRICK, Ed. Centro das Artes Casa das Mudas, Calheta, Madeira
2005 – – Col. Centro de Estudos Cinematográficos, nº 2 – TIM BURTON, Ed. Centro das Artes Casa das Mudas, Calheta, Madeira
2005 – – Col. Centro de Estudos Cinematográficos, nº 3 – O NATAL NO CINEMA, Ed. Centro das Artes Casa das Mudas, Calheta, Madeira
2005 – – Col. Centro de Estudos Cinematográficos, nº 4 – DAVID W. GRIFFITH E O NASCIMENTO DA LINGUAGEM CINEMATIGRÁFICA, Ed. Centro das Artes Casa das Mudas, Calheta, Madeira
2005 – – Col. Centro de Estudos Cinematográficos, nº 5 – A PANTERA COR-DE-ROSA, Ed. Centro das Artes Casa das Mudas, Calheta, Madeira
2005 – JACQUES TOURNEUR - Col. Cine Clube; Nº 25; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2005 – A FÁBRICA DE SONHOS - Col. Cine Clube; Nº 26; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2006 – M. NIGHT SHYAMALAN - Col. Cine Clube; Nº 27; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2006 – IRMÃOS MARX - Col. Cine Clube; Nº 28; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência.
2006 – FILMES COM HISTÓRIA - Col. Cine Clube; Nº 29; Ed. Biblioteca Museu República e Resistência (Não publicado)


BROCHURAS E PROGRAMAS
Ciclos da Casa da Imprensa
Programas das Sessões Culturais (Cinema) do Teatro Municipal, Funchal
Programas de Apolo 70, Caleidoscópio (Lisboa), Foco (Porto)
Brochuras do Festival de Portalegre (1988,1989,1990)
Programas dos Ciclos " A Festa do Cinema" no Padrão dos Descobrimentos (1991-1992), dedicados a "A História no Cinema na Perspectiva do Filme Épico", " Chaplin, Bucha e Estica e Buster Keaton", "A Imagem da Juventude no cinema Contemporâneo", " O Western".
Programas do Festival Internacional de Cinema de Viana do Castelo (1991-2000);
Programas do Festival Internacional de Cinema de Seia (1995-2007).
Programas do Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão (1999-2007).
Brochuras sobre alguns dos filmes editados pelo Ministério da Educação (1991, 1992).
Programas do Fórum Académico de Cinema do Porto (1997-2007)
Programas do Fórum Açoriano de Cinema (1998, 1999)
O Sangue e o Cinema (Porto, 2001)
Programas do Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Portel “O Castelo em Imagens” (2003-2007).

TEATRO
1966 - TRÊS PEÇAS EM UM ACTO (edição Cronos)
1989 - A ENCENAÇÃO (edição Sociedade Portuguesa de Autores)
1992 - VAMOS FAZER TEATRO (peça de teatro juvenil - inédita)
1999 - FLORBELA (inédita)

FILMOGRAFIA
1972 - GRANDE, GRANDE ERA A CIDADE (colaboração no filme de Rogério Ceitil ainda inédito em Portugal);
1974 - VAMOS AO NIMAS (curta metragem, p/b, 35mm; l8m);
1975 - PREFÁCIO A VERGILIO FERREIRA (curta metragem, cor, 35 mm; l4 m);
1976 - 79 -BONECOS DE ESTREMOZ (média metragem, cor, l6 mm; 32 m);
1978 - O ZÉ POVINHO NA REVOLUÇÃO (curta metragem, cor, 35 mm; l8 m);
- Cacho de Ouro no Festival de Santarém (l979);
- lºPrémio de Documentarismo no Festival de Aveiro (l98 );
1978 - MANHÃ SUBMERSA (quatro episódios de 5o m cada, cor, l6 mm, para a RTP);
- Série vendida para canais de televisão de diversos países: Brasil, Austrália,
Finlândia, Alemanha, Hungria, etc.
1978 - VERGILIO FERREIRA NUMA "MANHÃ SUBMERSA"(episódio de 5Om, p/b, l6 mm, para a RTP);
1978 - MANHÃ SUBMERSA (longa metragem, cor, 35 mm; l27 m);
- Oficialmente convidado para estar presente em cerca de uma centena de Festivais e Semanas de Cinema Português em todo o mundo:
- Quinzena dos Realizadores (Cannes, l980);
- Festival de La Rochelle (França, l980);
- Mostra Internacional de Cinema, Cineforum, Funchal (Madeira, Portugal, l980);
- Cinema en Direct-Enghien-sur-Bains (França,l980)
- Festival da Figueira da Foz (Portugal, l980);
- Festival de Valladolid (Espanha, l980);
- IV Mostra - Museu de Arte Moderna (Brasil, São Paulo, l980);
- Festival de Los Angeles (EUA,l98l);
- Viennalle (Viena de Austria,Austria,l980);
- Hong Kong International Film Festival (Hong Kong,l981)
- Festival de Moscovo (URSS,l98l);
- Festival de Santarém (Portugal,l980);
- Festival de Valencia (Espanha,l980);
- Festival de Nova Dehli (India,l981);
- Novos Realizadores, Novos Filmes, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA, l982);
- Festival de Huelva (Espanha, l982)
- Festival de Edimburgo (Inglaterra, l98l);
- Festival de Filme Rural de Aurignanc (França, l983, e de novo em 1991);
- Festival de Cinema de Expressão Portuguesa (Aveiro, Portugal, l984);
- American Film Instituto (sessão especial, EUA, l980);
- Festival de Cine para Infancia e Juventude de Gijon (Espanha, l981)
- Festival de Cinema para a Infancia e Juventude de Tomar (Portugal, l983);
- Festival Internacinal de Cinema para a Juventude, Cannes (França, l983);
- Festival Internacional de Troia (Portugal,l985); etc.
Prémios:
- Melhor Filme Português de l980 (Trofeu Nova Gente);
- Melhor Actriz (Eunice Munoz) (Trofeu Nova Gente)
- Premio CIDALC
- Mensão Honrosa no Festival de Valencia (Espanha)
- Mensão Honrosa no Festival de Moscovo (URSS)
- Mensão Honrosa no Festival de Aurignanc (França)

Presente em inúmeras Mostras e Semanas de Cinema Português em
- Centro Georges Pompidou (Paris);
- Cinemateca do Luxemburgo;
- Cinemateca de Madrid;
- Cinemateca de Barcelona;
- Studio Action, Londres;
- Semana no Rio de Janeiro,São Paulo,Belo Horizonte,Brasilia e Recife
(Brasil);
- Semana em Angola,Moçambique,Cabo Verde,S.Tomé e Principe;
- Semana na Argélia;
- Semana na Checoslováquia; etc.

Editado, em 1987, em cassete video (Aluguer) pela Vista Video;
Editado, em 1991, em Venda Directa, pela Video Plus;
Editado, em 1998, em Venda Directa, pela Costa do Castelo;

Vendido para exibição em cinema e/ou televisão para vários países:
ANGOLA; MOÇAMBIQUE; EUA (estreia no "Public Theatre" de Nova Iorque,
em l982: (três semanas); SUÉCIA; RFA; RDA; AUSTRIA; SUIÇA; ESPANHA, ROMÉNIA; FRANÇA (estreia no Latina, a 17 de Outubro de 1989: quatro semanas)

1983-HISTÓRIAS DE MULHERES
Série de quatro filmes rodados para a RTP, em l6 mm, cor:
-PAISAGEM SEM BARCOS (72 m);
-A BELA E ROSA (64 m);
-MÃE GENOVEVA (53 m)
-CASINO OCEANO (70 m).
Convidados oficialmente para diversos festivais internacionais.
Prémio para Adelaide João (Melhor actriz de l983 em TV,Trofeu Nova Gente)

1985-O VESTIDO COR DE FOGO (longa metragem, 35 mm, cor, 92 m)
Presente em diversos festivais.
Prémios
-Melhor Fotografia (Elso Roque) no Festival de Arco de Valvedez (l986);
Editado, em 1991, em Vídeo cassete (Aluguer) pela New Video;

1986-LAURA ALVES, EVOCAÇÃO DE UMA ACTRIZ
filme documental para a RTP, em l6 mm, cor, 60 m
emitido em Maio de l986 por altura do falecimento da actriz

1986-87-A PARÓDIA
série de l6 episódios documentais para a RTP, l6 mm, cor, 3O m /média
l. António Silva (I)
2. António Silva (II)
3. Maria Matos
4. Eugénio Salvador (I)
5. Eugénio Salvador (II)
6. Ribeirinho (I)
7. Ribeirinho (II)
8. Vasco Santana(I)
9. Vasco Santana (II)
l0. Laura Alves (I)
11. Laura Alves (II)
l2. Costinha
l3. Barroso Lopes
l4. Mirita Casimiro
l5. Humberto Madeira
l6. Beatriz Costa

1988- Ó EVARISTO, TENS CÁ DISTO? - Homenagem a António Silva
(video-50 m -remontagem de cenas de filmes de Ant¢nio Silva)
(para RTP, emissão na noite de Fim de ano);

1988- CONTO DE NATAL
Ficção, com Raul Solnado, para a RTP, 16 m/m, cor, 30 m
Emitido na noite de 24.12.1988.

1989- NOVO ELUCIDÁRIO MADEIRENSE
Série de 8 episódios, em 16 m, cor, com 25-30 m cada, para a RTP-Madeira;
Emitido pela RTP - Madeira entre Julho e Setembro de 1989;
Emitido pela RTP-2 a partir de 5.4.1990.

1989- CANTANDO, ESPALHAREI...
Série de 3 programas sobre poesia, com Jacinto Ramos.
em vídeo, 25-30 m cada, para a RTP. Emitidos em Janeiro de 1990.

- FLORBELA , projecto de longa metragem de ficção
argumento original, não concretizado.

1994-CARLOS MENDES CANTA OEIRAS
Vídeo sobre canção de Carlos Mendes

- A SEVERA, projecto de longa-metragem de ficção
argumento original, não concretizado.

1995- DRÁCULA EM LISBOA, projecto de longa-metragem de ficção
argumento original, não concretizado

1997 - JOSÉ VIANA - 50 ANOS DE CARREIRA
Vídeo sobre a vida de José Viana nos seus 50 anos de carreira.

2007 – “MARIA SOBRAL MENDONÇA - TIKKUN!” documentário
Prepara “OBVIAMENTE, DEMITO-O!” documentário sobre as eleições de 1958


FILMES DE PUBLICIDADE
BOCAGE - CAFÉ NICOLA, dois filmes, um institucional (2') e outro de 20''
TESA - FITAS ADESIVAS, três filmes de 20'' ("Romeu e Julieta", "Sheik" e "Três Porquinhos" ;
CINE FORUM DO FUNCHAL, três filmes de 20'
CIRCULO DE LEITORES - OBRAS COMPLETAS DE VERGÍLIO FERREIRA, um filme de 2'

TEATRO
ENCENAÇÕES:
1991 - Encenação e cenografia de "A ENCENAÇÃO", do próprio, no Teatro de Animação de Setúbal (TAS) (estreia 2 de Março, em representação até fins de Abril);
1991 (14 de Junho) - Encenação de rábulas sobre "A Canção de Lisboa" no Padrão dos Descobrimentos, espectáculo integrado num ciclo do mesmo nome;
1995 (14 de Dez) - Encenação e cenografia do espectáculo "CARLOS MENDES EM CONCERTO", na sala Estúdio do Teatro Nacional de D. Maria II (15 dias de espectáculos).

BLOGUES:
Escreve em vários blogues, sendo o principal “Lauro António Apresenta” (http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/)

domingo, julho 29, 2007

PÚBLICO, P2

Vá-vá
O que torna este café tão especial?

no Público, 25.07.2007, Luís Francisco


De símbolo de uma certa inteligência urbana e anti-fascista nos anos de 1960 a ponto de encontro de nomes fundamentais do rock português, duas décadas depois, o mito do café Vá-Vá resistiu ao passar dos tempos. Em plena era da Internet, serve agora de palco a novas tertúlias. Não é como antigamente mas hoje, com o convidado Paulo Portas, promete ter casa cheia

No início da década de 60 do século passado, havia Salazar, censura e repressão política, um país atrasado e silencioso. Havia estudantes a sonhar com a mudança, artistas ansiando por liberdade, activistas em modo clandestino, cabeças que queriam pensar e bocas que queriam falar. Vinte anos depois, já com o país em liberdade, a todos estes juntava-se uma nova geração de músicos que queriam cantar rock em português. Chega o século XXI. Impõe-se a Internet, generalizam-se os blogs. As pessoas não se encontravam, havia que reavivar as tertúlias de café. Onde? No lugar de sempre, claro. É que, durante todo este tempo, houve sempre o Vá-Vá. O que torna especial este café com nome de futebolista brasileiro? A comida? A localização? A clientela? Talvez a resposta definitiva seja um somatório de todas as hipóteses, mas a terceira ganha primazia. Inaugurado em 1958, o estabelecimento com assinatura do arquitecto e designer Eduardo Anahory, que impôs uma esplanada com vista para as novas avenidas de Lisboa (fica no cruzamento entre as avenidas de Roma e dos EUA), fez a sua fama da presença de gente conhecida e com capacidade de intervenção pública.
O Vá-Vá era o ponto de encontro de intelectuais que simbolizavam uma nova geração urbana e cosmopolita, que se dava mal com o bafio salazarista. Discutia-se política e arte, aos activistas e artistas juntavam-se estudantes universitários em busca de diálogos abertos e ideias novas. Muitas relações amorosas terão começado naquelas mesas, já agora, que a malta era nova e as moças que frequentavam o Vá-Vá ostentavam padrões de comportamento bem mais liberais do que os então vigentes. O realizador João César Monteiro chamou-lhes "Valquírias".

Espaço de liberdade
Rapidamente, o café transformou-se em referência, um símbolo geracional de abertura e modernidade num país amordaçado pelo regime fascista. Corria a década de 60 do século passado.
"Até ao 25 de Abril, o Vá-Vá tinha outra configuração, havia bancos corridos de cabedal, era menos iluminado, mais discreto", recorda Lauro António, realizador de cinema e dinamizador da recente onda de tertúlias onde se reúnem muitos dos que ainda se lembram das jornadas do passado e gente à procura do contacto pessoal que os debates na Internet não proporcionam. Nos anos 60 e 70, a vivência do local foi cativando gente de diversas áreas, criando uma alquimia muito própria.
Lauro António: "Havia o grupo do cinema, do chamado cinema novo, o António Pedro Vasconcelos, o Fernando Lopes, o Paulo Rocha, que morava no prédio do Vá-Vá [e que fez do café cenário para um dos filmes emblemáticos da história do cinema português, Verdes Anos] e vários outros. Tínhamos o grupo dos músicos, o Fernando Tordo, o Paulo de Carvalho, o Carlos Mendes, penso que também o Herman José ia aparecendo, outros de mais idade, muitos jornalistas, o Luís Villas-Boas (do jazz), pintores..."
Uma clientela de luxo. Que, por si só, atraía quem gostava de conversar ou de ouvir conversas interessantes. Livres. Um adjectivo que hoje pode parecer banal, mas que ganhava uma aura preciosa nos tempos em que Portugal vivia na sombra de um regime fechado e totalitário. A fama do Vá-Vá vem daí. Ir ao Vá-Vá era muito mais do que sair, à tarde ou à noite, para beber um café e encontrar os amigos, debater o último filme ou pôr a conversa em dia. Era um roteiro cultural e, tantas vezes, político. Ir ao Vá-Vá era fazer oposição ao regime, quanto mais não fosse pelo simples facto de lá se falar mais ou menos abertamente de coisas que não se podiam murmurar sequer noutros locais.
Porquê ali e não noutro sítio? Vá lá saber-se, mas há pistas. Aquela zona da cidade, correspondente naquele tempo ao que seriam hoje o Lumiar, os Olivais ou Telheiras, áreas menos centrais da capital, albergava muita gente nova, com algum poder de compra e horizontes mais vastos. Gente com ideias novas e hábitos de convívio, que apreciava uma boa tertúlia.

Ao ritmo do rock
Chegou uma nova geração e, com ela, a liberdade adquirida após o 25 de Abril de 1974, outras realidades e novos desafios. A pouco e pouco, estabelecia-se ali uma base do fervilhante movimento que deu origem ao boom do rock português. Entravam os anos 80, o Vá-Vá congregava jovens que viriam a tornar-se famosos.
Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, assume que a sua "fase de arrastar a vida nas esplanadas" foi passada no café do cruzamento da avenida de Roma com a avenida dos EUA. "Os pais do João Cabeleira [também guitarrista dos Xutos] é que moravam na zona. Eu ia lá ter com ele e "caíamos" no Vá-Vá. Não foi ali que a banda nasceu (os outros elementos eram de sítios diferentes...), mas na altura passava por lá muita malta da música."
Zé Pedro lembra-se que os Sétima Legião ensaiavam ali perto ("até chegávamos a ouvir os ensaios da esplanada"), os elementos dos Heróis do Mar também marcavam presença. E outros, muitos outros, mais do que a memória do músico consegue reproduzir assim de repente e ainda mais do que o jornalista consegue tomar nota durante o contacto telefónico. Mas eram muitos.
Mais: o Vá-Vá fazia parte do que Zé Pedro classifica como "a rota punk": era ali que a malta se juntava para depois ir aos bares, "as grandes noites loucas passavam sempre por lá". De dia, era ponto garantido de encontro com malta da música. "Pessoal das bandas da zona de Alvalade, ficávamos por ali a ver as miúdas passar, em conversas parvas..." Analisando o que dali resultou, talvez muitas das conversas tivessem, afinal, o seu valor.
E, para o guitarrista dos Xutos, ficou ainda o hábito de se chegar ao balcão e pedir um "excelente" prego do lombo sempre que passa por aqueles lados.

As novas tertúlias
Hoje, estas avenidas estão envelhecidas, as novas gerações acabaram empurradas para fora de Lisboa, multidões suburbanas em redor de um vazio. O Vá-Vá estava entorpecido, os tradicionais clientes suspiravam de saudades, muitos confessavam na blogosfera a sua nostalgia, a saudade dos tempos em que bastava descer à esplanada do Vá-Vá para não se estar sozinho. E então Lauro António, também ele um blogger assumido, teve uma ideia: por que não reavivar as tertúlias do Vá-Vá?
Para ele, era confortável, digamos assim. Morador no prédio onde está instalado o café, este é, na prática, a sua "sala de almoço". "Durante anos, o Vá-Vá funcionou como um mito, as gerações seguintes eram atraídas para lá como que atrás de uma mística", explica o realizador. O magnetismo foi-se perdendo, com o passar dos tempos. Ficava a saudade. Partindo desse sentimento, restava olhar para a frente. "Os tempos são outros, é preciso vivê-los. Curioso como a Internet acaba por potenciar tudo isso. Foi pelos contactos na blogosfera que acabámos por lançar as novas tertúlias."
Se os blogs são a versão moderna das tertúlias, o mercado por excelência da troca livre de ideias, eles são também terrivelmente limitados na promoção do contacto pessoal. Podemos falar com dezenas de pessoas, mas não as vemos, não as olhamos nos olhos. Talvez um dia estes sejam considerados pormenores de saudosista ou o progresso tecnológico arrase também mais essa barreira da distância, mas, por enquanto, ainda há muito quem suspire por conhecer pessoalmente as pessoas com quem se relaciona na Internet.
"Aqui o principal não é o engate, embora também possa acontecer (até é agradável...), o essencial é a actividade cultural", assume Lauro António. Ao longo de vários meses de novas tertúlias, sob o mote "Vá-Vádiando", sucederam-se os convidados ligados ao mundo das artes e da comunicação, os fiéis de sempre foram aparecendo, os curiosos tornaram-se habitués. Não são muitos, são os que cabem.

Sempre a crescer
Na primeira noite, a 22 de Fevereiro, Raul Solnado falou para umas três dezenas de pessoas abrigadas da chuva e (muitas delas) atrasadas porque o Benfica jogava para a Taça UEFA. O ritual manteve-se nos meses seguintes: jantar e conversa. Já em Junho, com Lídia Jorge, houve overbooking e alguns dos mais de 50 tertulianos tiveram mesmo de jantar fora da sala antes de se juntarem à conversa pós-refeição. Seguiu-se Maria do Céu Guerra, a 27 de Junho. O próximo convidado será Paulo Portas, já hoje, dia 25 de Agosto.
As tertúlias não se organizam, acontecem. É uma regra básica. Uma tertúlia é, por definição, o espaço democrático de debate e troca de ideias onde entra quem quer. "No passado, a tertúlia do Vá-Vá era coisa diária. Quando lá ia, sabia quem ia encontrar. Mesmo que falhasse um ou outro, havia sempre o grupo. Não havia agenda, o Vá-Vá era a agenda", assume Lauro António.
Hoje, num espaço reservado a refeições, a participação de espontâneos é fortemente dissuadida pela própria configuração do café/restaurante. Ninguém é afastado da sala, só que a tertúlia faz-se mediante inscrição (e pagamento do jantar no fim). Não foi só o Vá-Vá que mudou...
Mas do Lauro António frequentador nos anos 60 para o Lauro António dinamizador dos anos 2000 a distância não é assim tão grande. Pelo menos é o que nos diz o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa: "Tertúlia - Reunião de familiares e amigos. Agrupamento de amigos ou de pessoas com interesses comuns. Reunião habitual de intelectuais, artistas..." Nem mais.
"As pessoas mudaram os hábitos. Já ninguém vai "para" o café, as pessoas agora vão "ao" café." Entram e saem, não ficam por lá. Fernando Eusébio sabe do que fala. Dos quase 50 anos de história do Vá-Vá (cumprem-se em 2008) ele leva já 22. É um dos sócios-gerentes da casa e não hesita quando se procura uma explicação para a redução de clientela e a mudança de hábitos das pessoas. "As casas aqui são caras, os jovens não lhes chegam. Têm de ir viver para os subúrbios, a cidade vai ficando velha. E os que por aqui vivem já não vêm tanto ao café. Ficam em casa, será a televisão (não querendo dizer mal da televisão), mas muitos nem saem de todo: até encomendam jantar para levar a casa..." O que é, então, feito do mítico Vá-Vá, do ponto de encontro incontornável de cabeças pensantes e espíritos livres? "Muitos ainda cá vêm, a tradição mantém-se. Aparece muita gente conhecida, nós chamamos-lhes "a velha guarda", os que moram por aqui fazem cá refeições, outros entram só para um café." E que argumentos têm para se manterem no roteiro de Lisboa? "Tentamos manter os pratos tradicionais da casa, incluindo o célebre bacalhau à Vavá, inventado pelo futebolista brasileiro que deu nome ao café. É assim uma espécie de bacalhau à minhota", explica Fernando Eusébio, enquanto oferece um biscoito a uma criança que passa ao colo do pai. Sorri: "Temos de investir no futuro!"

sexta-feira, julho 20, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
9 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A


25.07’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
PAULO PORTAS
VEM FALAR DE CINEMA E CULTURA

DEPOIS DE RAUL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LIDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA e EURICO GONÇALVES, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PAULO PORTAS, FORMADO EM DIREITO, POLÍTICO,
DIRIGENTE DO CDS/PP, ESCRITOR, JORNALISTA, CINÉFILO.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

VOZES DO VÁVÁ, UM NOVO SITE

VOZES DO VÁVÁ
O Frederico Corado criou um novo site sobre o Vávà,
aproveitando o impulso das tertúlias do Vava.Diando.
O site, com excelente apresentação gráfica, tem esta localização: http://www.freewebs.com/vozesdovava/index.htm
vale a pena visitar.

RECUPERANDO UM YOU TUBE

sábado, julho 07, 2007

EURICO GONÇALVES : 11 DE JULHO DE 200/

VÁ.VÁ.DIANDO
8 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A


11.07’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
EURICO GONÇALVES
PINTOR, CRÍTICO

DEPOIS DE RAUL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LIDIA JORGE e MARIA DO NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

EURICO GONÇALVES, PINTOR, CRÍTICO DE ARTE, ENSAISTA, SURREALISTA ZEN, E TUDO O MAIS, ESTARÁ NO CENTRO DE MAIS UMA TERTÙLIA.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF
21.7966761)

domingo, junho 24, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
7 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A



27.06’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
MARIA DO CÉU GUERRA
ACTRIZ

DEPOIS DE RAUL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO e LIDIA JORGE CONTINUAM OS NOSSOS ENCONTROS, REATANDO UMA TRADIÇÃO DE TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

MARIA DO CÉU GUERRA, ACTRIZ, UM DOS VULTOS DA CULTURA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA, ESTARÁ NO CENTRO DE MAIS UMA TERTÙLIA.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA.
COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 45 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ
AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)
Agradecia a confirmação (por mail ou nos comments)
dos autores de blogues interessados.
Com brevidade: Há poucas vagas.

terça-feira, maio 29, 2007

VAVADIANDO COM LIDIA JORGE
Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
(20,00 horas)
Restaurante VáVá
6º Jantar-Tertúlia VÁ.VÁ.DIANDO


30.05’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
LÍDIA JORGE
VOCAÇÃO DE ESCRITORA

DEPOIS DE RAUL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, CONTINUAM OS NOSSOS ENCONTROS, REATANDO UMA TRADIÇÃO DE TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.
LIDIA JORGE, ESCRITORA, UM DOS VULTOS DA CULTURA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA, ESTARÁ NO CENTRO DE MAIS UM DEBATE. “COMBATEREMOS A SOMBRA”, SUA ÚLTIMA OBRA.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA.
COM DIREITO A SOPA (DE ALHO FRANCÊS), UM PRATO DO DIA, PEIXE (FILETES COM SALADA RUSSA) OU CARNE, (ARROZ DE PATO) SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 45 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]
RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)



Fotografia de Graça Sarsfield

LÍDIA JORGE
Dados biográficos:
Nasceu em Boliqueime (Algarve), no ano de 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa e foi professora do ensino secundário.
Considerada hoje em dia como uma das romancistas de maior sucesso na literatura portuguesa contemporânea, começou a escrever desde muito jovem. É colaboradora de vários jornais e revistas e tem integrado diversos júris de prémios literários. É membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Em 1970, Lídia Jorge parte para África, onde dá aulas em Angola e Moçambique. O pleno ambiente da Guerra Colonial, que aí contactou será descrito mais tarde, através do olhar da mulher de um oficial do exército português, no romance A Costa dos Murmúrios.
Regressada a Lisboa, continuou a dar aulas, foi professora da Faculdade de Letras de Lisboa, actividade que interrompeu para desempenhar funções na Alta Autoridade para a Comunicação Social.
A sua primeira obra, O Dia do Prodígios, constrói-se como uma alegoria ao país fechado e parado que Portugal era sob o regime anterior à revolução de Abril de 74.
O impacto causado por este romance foi, também ele, prodigioso. Lídia Jorge foi de imediato saudada como uma das mais importantes revelações das letras portuguesas e uma voz renovadora do seu imaginário romanesco.
A tecitura narrativa dos seus dois primeiros romances mistura vários planos narrativos numa estrutura polifónica de onde se destacam personagens que adquirem uma dimensão metafórica, ou mesmo mítica. Têm sido, associados à literatura sul-americana, pela presença do fantástico.
A sua escrita reflecte a captação da oralidade, bem como uma estrutura narrativa que afirma, a par do discurso do narrador, o discurso das personagens. A cultura de tradição oral, a linguagem dos grupos arcaicos, os seus mitos e simbologias sociais, servem o objectivo de reflexão sobre a identidade cultural portuguesa.
O experimentalismo que marca, sobretudo, as suas primeiras obras começa, entretanto, a tomar um tom mais realista, nomeadamente no romance, O Jardim Sem Limites, onde à pequena aldeia de Vilamaninhos, se substitui Lisboa, a metrópole europeia onde se cruzam todas as influências e se rarefazem identidades e territórios.
Os seus romances mantêm uma grande variedade temática. Estão sobretudo ligados aos problemas colectivos do povo português e às circunstâncias históricas e mudanças da sociedade nacional após o 25 de Abril, assim como à problemática da mulher.
Bibliografia:

O Dia dos Prodígios, Publ. Europa-América, 1980; 7ª ed. Lisboa: D. Quixote, 1995.
O Cais das Merendas, Publ. Europa-América, 1982; 5ª ed. Lisboa: D. Quixote, 1995.
Notícia da Cidade Silvestre, Publ. Europa-América, 1984; 10ª ed. Lisboa: D. Quixote, 1994.
A Costa dos Murmúrios, D. Quixote, 1988.
A Última Dona, D. Quixote, 1992.
A Instrumentalina (conto), D. Quixote, 1992.
O Conto do Nadador (lit. juvenil), Contexto, 1992.
O Jardim Sem Limites, D. Quixote, 1995.
A Maçon, D. Quixote / Soc. Port. de Autores, 1997.
(encenada em 1997, no D. Maria II).
Marido e outros contos, Lisboa: D. Quixote, 1997.
O Vale da Paixão, Lisboa: D. Quixote, 1998.
O Vento Assobiando nas Gruas, Lisboa: D. Quixote, 2002.
O Belo Adormecido, Lisboa: D. Quixote, 2002.
Combateremos a Sombra, Lisboa: D. Quixote, 2002.

sexta-feira, maio 18, 2007

AVISOS MAIS OU MENOS IMPORTANTES

VÁVÁ.DIANDO
Almoço de sábado sobre BLOGOSFERA
ADIADO
a pedido de diversas familias bloguistas
Para uma próxima ocasião
(dado muitos interessados em assistir
não o poderem fazer amanhã, sábado, 19, às 14,00).
Oportunamente será indicada nova data.
***






(os últimos avisos foram-me enviados por mail, pelo Fred. Alguns são deliciosos).

sábado, abril 28, 2007

Geração Vávà no Epresso - 24.04.2004



A geração Vavá

Evocação de um café de Lisboa que foi símbolo dos anos 60. Ali nasceu o cinema novo português, ali se conspirou e se sonhou o futuro em dissidência com o país cinzento. Memórias da inquietação
Alterar tamanho


No cruzamento da Avenida de Roma com a dos Estados Unidos da América, onde se erguem quatro edifícios a vermelho e branco, foi projectado de raiz um café com a assinatura do arquitecto e «designer» Eduardo Anahory. Este lugar, moderno e arejado, com uma esplanada virada para as novas avenidas de Lisboa que simbolizavam a modernidade e o cosmopolitismo de uma emergente burguesia citadina, marcou a geografia urbana de uma geração.

Inaugurado em 1958, com nome inspirado num famoso jogador brasileiro de futebol, o Vavá foi no correr da década de 60 poiso de uma juventude atenta aos ventos de mudança e que desacertava o passo com o país da marcha vagarosa sob a égide da cultura salazarista. Foi o espaço carismático de líderes de crises académicas e dos cineastas inquietos que despertavam para o cinema novo. O café dos músicos que ensaiavam os toques da agitação «ié-ié» e dos publicitários que andavam na forja da profissão do futuro. O abrigo dos políticos que sonhavam em voz alta com a sociedade aberta e das musas e valquírias - assim eram chamadas as meninas do Vavá, consideradas mais desempoeiradas do que era usual. Eram os tempos dos verdes anos.

Relembrando os velhos tempos no Vavá: atrás, Fernando Lopes, Maria Helena Brederode, José Paulo Gascão e Medeiros Ferreira; à frente, Ana Louro, Helena Carneiro e António Dias

Conta Paulo Rocha: «Eu tinha chegado do Porto e os meus pais compraram um apartamento no oitavo andar do prédio do Vavá. Era a época da monomania do cinema. Eu andava à procura de um argumento para fazer o meu primeiro filme e li num jornal a notícia de um crime passional. O caso tinha acontecido ali ao lado e impressionou-me muito. Andei às voltas pelo bairro e descobri uma oficina de sapateiro que tinha uma janela linda, em cinemascope, aberta sobre a rua. Acabei por filmar naquele eixo entre a Estados Unidos da América, onde ficava a minha casa, e o café Vavá».

Assim começava a rodagem de Verdes Anos, o filme de culto que em 1963 inaugurava uma nova vaga no cinema português. As filmagens foram um acontecimento. Durante quatro meses, assistia-se na rua, em directo, ao processo de fazer cinema. No centro da cena estava o Vavá. Todos os dias o grupo dos amantes da sétima arte, entre eles os jovens cineastas Fernando Lopes, António-Pedro Vasconcelos e Lauro António e o crítico Seixas Santos, acompanhava o movimento da câmara de Paulo Rocha e discutia apaixonadamente o desenrolar da acção.

CARLOS PAREDES E A JAPONESA

Obras em toalhas do café: de Carlos Mendes...

Para Paulo Rocha, figura discreta e tímida, que descia de casa para se cruzar brevemente com o pessoal que se reunia no café à sua porta, esses foram momentos quase mágicos. Qualquer coisa muito importante começava a acontecer, agitava-se, e pairava no ar. «O Carlos Paredes, autor da banda sonora do filme, passava pelo café e subia ao oitavo andar para dar aulas de música à namorada japonesa com quem eu estava na altura. No prédio, as empregadas das senhoras seguiam atentamente as filmagens e protestavam junto dos jornalistas - que andavam por ali a ver - porque não concordavam com o guarda-roupa escolhido para a Isabel Ruth representar o papel da criadita que tinha chegado da província. Eu estava a trabalhar com uma equipa de amadores e tentava provar que era possível fazer cinema daquele modo. Foi puro artesanato».

Conta-se que no dia em que Verdes Anos estreou, o grupo do Vavá subiu à Sé de Lisboa e foi até junto da prisão do Aljube gritar aos presos políticos como tinha corrido a estreia. Cá fora recebiam-se ecos de que na cadeia a realização do filme tinha sido atentamente seguida pelos presos. Sobretudo pelos militantes comunistas, grandes apreciadores da música de Paredes. Paulo Rocha soube mais tarde que muitos deles, quando saíram da prisão, a primeira coisa que fizeram foi ir ver o filme. Este facto impressionou muito o cineasta. A sua primeira obra passara a representar os ventos de mudança e, nesse sentido, era um marco da resistência cultural.

José Medeiros Ferreira, hoje deputado socialista na Assembleia da Republica, confessa que ainda sente uma certa nostalgia daquela tertúlia. Começou por frequentá-la quando andava na Faculdade de Letras, por altura da crise académica de 1962. No seu grupo participavam Jaime Gama e Alfredo Barroso. Para os estudantes, que subiam a pé desde a Cidade Universitária até à Estados Unidos da América, o Vavá simbolizava a modernidade lisboeta. Um ponto de encontro fora dos corredores de Direito e de Letras que, segundo o jovem estudante açoriano de então, representava uma janela para o mundo lisboeta.

... Dalila D’Alte...

«Era o melhor mundo possível no Portugal daquela época», conta Medeiros Ferreira. «Havia um convívio de gente de grande qualidade. Um dos grupos que andava por ali era o dos publicitários, que começa, justamente nos anos 60, a surgir em pequenas agências com pessoas muito criativas. Muitos dos estudantes expulsos das universidades nas crises académicas foram caçados para a publicidade, pois tinham um espírito crítico, irreverente e inovador que era muito adequado àquela profissão. Mas eram os cineastas quem dominava a tertúlia do café. Havia até uma certa rivalidade entre eles e os associativos por causa do elemento feminino».

Numa época em que os namoros ainda se faziam muito nas salas de cinema e os movimentos das raparigas eram controlados, na melhor das hipóteses, pelos irmãos mais velhos, o contingente feminino que frequentava o Vavá - a quem João César Monteiro concedeu o título de «valquírias» - marcava diferença. Eram consideradas o princípio da modernidade feminina e, de alguma forma, representavam o «l’air du temps» que ali se vivia.
Ana Louro, decoradora e aderecista de cinema, começou a frequentar a tertúlia com 16 anos. Tinha chegado de Paris, onde, durante sete meses, andara a flanar sozinha. Um feito raro numa jovem portuguesa do início dos 60 e que lhe proporcionava uma aura de emancipação e de grande liberdade, muito apreciada pelos jovens do Vavá.

O «SWING» DOS SHEIKS

... de Manuela Pinheiro

«Todos nós morávamos por ali e passávamos lá os dias», recorda Ana. «Aparecia sempre imensa gente e os grupos iam-se formando à volta das mesas, com todos a fumar ao mesmo tempo. Naquela época o Vavá era um café lindo, com os azulejos da Menez e uns sofás em cabedal que eram um luxo. Aquilo era uma referência absoluta em Lisboa. Muita coisa que se fez nasceu ali. Lembro-me do Luís Villas-Boas, que andava por lá a organizar o Festival de Jazz de Cascais e com quem íamos à noite para o Hot Clube».

No grupo dos músicos pontificavam os Sheiks, cujo mentor era Mário Assis Ferreira, actual administrador do Casino Estoril. Fernando Tordo e Paulo de Carvalho faziam parte da banda. Villas-Boas, que já tinha o seu programa de rádio e possuía uma invejável colecção de LP, levava muito a peito a educação musical de Paulo de Carvalho, a quem emprestava discos para lhe espicaçar o «swing».

Mas o grande catedrático das tertúlias do Vavá era o cineasta Fernando Lopes, cujos conhecimentos adquiridos nas mesas de montagem da RTP, onde trabalhava, lhe garantiam um estatuto técnico que ninguém mais tinha. O contrato para o seu Belarmino, realizado em 1963, foi redigido por António da Cunha Teles, que tinha a sua produtora ali em frente, e assinado num guardanapo de papel.


Lauro António com Fernando Lopes e Maria Emília Brederode, na esplanada

O café era o elo que fazia a ponte entre o grupo dos cineastas e os estudantes associativos, uma espécie de interface com ligações a vários núcleos de Lisboa e através do qual chegavam ao centro das Avenidas Novas as novidades e as conspirações que agitavam a cidade. José Paulo Gascão, outro grande «habitué», que tinha chegado do Fundão para estudar Direito, era um dos associativos que vinha fazer militância para as mesas do café, tentando recrutar alguns dos jovens para a causa comunista. Fernando Lopes, menos dado à militância política, lembra-se bem das operações-relâmpago e dos abaixo-assinados que surgiam no Vavá e incendiavam os meios culturais.

Para muitos dos estudantes que vinham da província - grande parte morava em quartos alugados por aquelas bandas -, o Vavá era uma espécie de grande casa onde permaneciam a partir das três da tarde. E a tarde começava com os jornais vespertinos, que chegavam por essa altura e eram lidos colectivamente. Por lá ficavam até à noite, longe do controlo das famílias.

Helena Carneiro, outra das musas do Vavá (que mais tarde foi directora de publicidade no EXPRESSO), tinha vindo do Porto para estudar Letras em Lisboa. Era ela uma das grandes impulsionadoras dos movimentos que se organizavam a partir do café: as idas colectivas ao Cineclube e às sessões dos cinemas Império e Monumental, e também às manifestações que começavam a aquecer aqueles anos; os passeios organizados fora de Lisboa e as festas num 13º andar ali em frente, na casa onde moravam António-Pedro Vasconcelos e António Dias (actual embaixador de Portugal em Belgrado) e onde César Monteiro, uma espécie de sem-abrigo que espreitava as casas de uns e outros, pernoitava com grande assiduidade.

CHICO BUARQUE E AS VALQUÍRIAS

Isabel Ruth e Carlos César numa cena de «Paisagem Sem Barcos»,
de Lauro António, rodada no café

Helena Carneiro ainda se recorda de uma peça de teatro que foram todos ver ao cinema Império, em 1966, e que marcou aquela geração: Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, representada por um grupo universitário brasileiro e que integrava no elenco três músicos para acompanharem as canções. Um deles fez grande furor entre as valquírias do Vavá. Era Chico Buarque de Holanda, autor da música da peça, então um ilustre desconhecido, que por cá andou durante um mês, segundo consta, em permanente bebedeira.

Para a ex-directora de publicidade, os dias do Vavá terminaram com o fim da década de 60. Entretanto tinha casado com Zé Manel Picão de Abreu, outra grande figura do Vavá e actual presidente da Federação de Rugby, e o casal sonhava conhecer África: «A certa altura convidaram-no para ir trabalhar para a Estúdio Norte, uma agência que estava a começar em Luanda. Acabámos por arranjar trabalho para os dois. Quando regressámos, em 1973, os tempos já eram outros».

No final dos anos 60, também Medeiros Ferreira e Maria Emília Brederode se despediam dos dias do Vavá. Fernando Lopes recorda-se de o amigo ter passado pelo café, na véspera de partir para o exílio, para lhe contar a novidade e dizer adeus. Foi em 1968. No ano em que começaram as provocações do movimento Jovem Portugal, os meninos salazaristas que faziam incursões até ao café e atiravam pedras aos vidros. No início dos 70, a geração do Vavá começou a mover-se para outras direcções. Tinham passado os verdes anos.

Texto de Ana Soromenho
Fotografias actuais de António Pedro Ferreira, in Revista de Expresso, de 24 de Abril de 2004.

quinta-feira, abril 26, 2007

HOJE, TEOLINDA GERSÃO


Hoje, dia 26 de Abril, pelas 20,00 horas

no Café-Restaurante VáVá, em Lisboa,

mais um jantar-tertúlia, desta vez com a presença de

Teolinda Gersão, escritora

(autora do recente "A Mulher que prendeu a Chuva",

e de João Rodrigues, editor (Sudoeste Editora).

TEOLINDA GERSÃO

DADOS BIOGRÁFICOS

Teolinda Gersão nasceu em Coimbra, estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Coimbra, Tuebingen e Berlim, foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada até 1995.A partir dessa data passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.
Além da permanência de três anos na Alemanha viveu dois anos em São Paulo, Brasil, (reflexos dessa estada surgem em alguns textos de Os Guarda-Chuvas Cintilantes,1984), e conheceu Moçambique, cuja capital, então Lourenço Marques, é o lugar onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.
Escritora residente na Universidade de Berkeley em Fevereiro e Março de 2004.

BREVE COMENTÁRIO SOBRE A OBRA:
Os seus livros retratam aspectos da sociedade contemporânea,mesmo quando a acção é transposta para uma época diferente. A problemática das relações humanas,a dificuldade de comunicar, o amor e a morte,opressão e liberdade,identidade,resistência, criatividade,são alguns dos temas focados.Outro aspecto central é a atenção dada ao tempo : quer se trate do tratamento do tempo na própria estrutura narrativa,quer seja o tempo histórico em que a acção decorre : a ditadura de Salazar em Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo, os anos vinte em O Cavalo de Sol,o século XIX em A Casa da Cabeça de Cavalo, os anos cinquenta e sessenta em Lourenço Marques em A Árvore das Palavras. Os factos históricos são todavia encarados numa perspectiva que transcende a sua época e os situa em ligação com a actualidade.

LIVROS PUBLICADOS:
O SILÊNCIO (Romance), 1981, 4ª edição 1995
PAISAGEM COM MULHER E MAR AO FUNDO (Romance), 1992,4ª edição 1996.
HISTÓRIA DO HOMEM NA GAIOLA E DO PÁSSARO ENCARNADO (literatura infantil), 1982 (esgotado)
OS GUARDA-CHUVAS CINTILANTES (Diário Ficcional) 1984,2ªedição 1997
O CAVALO DE SOL (Romance),1989 ; edição Dom Quixote-Planeta 2001
A CASA DA CABEÇA DE CAVALO (Romance),1995,2ª edição 1996 ;
edição em Braille,1999
A ÁRVORE DAS PALAVRAS (Romance),1997
edição especial,com 50 ilustrações de Maia, 2000 ; 2ª edição, 2001
edição Dom Quixote- Círculo de Leitores 2001
edição Dom Quixote-Visão 2003
OS TECLADOS (Narrativa),1999 ,2ªedição 2001;edição em Braille,2003
OS ANJOS (Narrativa) , 1ª e 2ª edição 2000
HISTÓRIAS DE VER E ANDAR (contos) ,1ª e 2ª edição 2002
O MENSAGEIRO E OUTRAS HISTÓRIAS COM ANJOS (contos) 2003
Uma versão teatral de OS TECLADOS foi representada no Centro Cultural de Belém em 2001,com encenação de encenação de Jorge Listopad.
Uma versão teatral de OS ANJOS foi representada em 2003 pelo grupo de teatro O Bando,com encenação de João Brites.
Uma versão teatral em língua romena de A CASA DA CABEÇA DE CAVALO vai ser representada em Bucareste em Abril de 2004.
A MULHER QUE PRENDEU A CHUVA (Contos), 2007, Ed. Sudoeste Editora.

PRÉMIOS LITERÁRIOS:
O SILÊNCIO – Prémio de Ficção do Pen Club,1981
O CAVALO DE SOL- Prémio de Ficção do Pen Club,1989
A CASA DA CABEÇA DE CAVALO – Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores,1995.
“shortlisted” para o Prémio Europeu de Romance Aristeion em 1996
OS TECLADOS – Prémio da Crítica da Association Internationale des Critiques Littéraires, 1999.
Prémio Fernando Namora,1999
HISTÓRIAS DE VER E ANDAR – Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco,2002.