sábado, dezembro 20, 2008

VAVADIANDO, 19.12.2008

O ESPÍRITO DE NATAL
Todos os anos por esta altura se ouvem as ladainhas do costume: ou se trocam presentes apressados e se louvam hipocritamente as delícias da quadra, ou, pelo contrário, se invectiva a quadra por isso mesmo, por obrigar a uma data, por impor uma felicidade que não existe, por mentir descaradamente sobre os sentimentos e as emoções, por compelir a um amor ao próximo que se não sente, por obrigar a despesas supérfluas, por gerar um consumo despropositado, enquanto lá fora, por esse mundo fora se mendiga uma côdea de pão, se morre desfigurado de qualquer humanidade.
Todos têm e não têm razão, ao que suponho. Há dias, num centro comercial, uma família fazia compras de Natal e derrotava todas as ideias que se possam ter sobre o Natal. O pai irado, enxotava o filho que queria comprar um presente para um amigo, gritando-lhe em altos berros: “Coisas caras que lhe comprem os pais, que têm dinheiro para isso. Dá-lhe uma merda qualquer que já chega!” Aqui está o espírito de Natal que não vinga. Uma “merda qualquer” pode chegar sim, se dada com alguma emoção, aquela que a criança põe no desenho canhestro com que pinta uma árvore de Natal e a oferece a quem a merece segundo o seu coração. Mas nem a prenda mais cara do mundo chegará se for escolhida com a indiferença de quem arruma rapidamente uma questão incómoda que urge extirpar como um cancro. Este não é o espírito de Natal e quem não o sente, melhor fora que passasse longe do sapatinho e, se possível, se recolhesse frente ao presépio, implorando uma qualquer bênção que lhe caísse de um qualquer céu, cristão ou agnóstico.
Porque o espírito do Natal tem tudo a ver com uma certa religião, mas deveria ter sobretudo a ver com uma humanidade que todos deveríamos sentir. Todos os dias, seria o ideal, mas pelo menos nalguns dias do ano, para tornar mais habitável o planeta. Muito me espantaria se quem não é capaz de sentir esse espírito do Natal na quadra obrigatória, o fosse sentir durante o resto do ano.
Também há os que protestam sempre que chega a euforia das iluminações e dos cânticos de Natal, do lufa-lufa das compras e dos jantares de confraternização, quando se sentem explorados durante todo o tempo, injustiçados com a vida, envoltos num negrume sem esperança e isentos de toda a capacidade de ouvir o que quer que seja que os faça felizes. Compreende-se que existam e se afirmem nesta altura esses “condenados na terra” que nada têm e que sentem agravada a sua injustiça perante a indiferença de quem os olha como se não os visse.
O que julgo, porém, ser de louvar e sublinhar nesta quadra é precisamente esse renovar recorrente, ano após ano, de uma esperança em melhores dias que não esmorece, esse desejo de transformação, essa prática saudável de aquecer o coração quando os dias se tornam mais frios e as noites mais escuras. Há sempre uma estrela algures no céu, há sempre umas palhinhas acolhedoras, há sempre um milagre, divino ou humano, que se espera, por mais terríveis que sejam os cenários de guerra, por mais descorçoantes que sejam as crises, provocadas por esbanjadores do alheio, por mais arbitrárias que sejam as desilusões do dia a dia. O espírito do Natal tem de fazer parte dessa humanidade que não pode fugir do aconchego da nossa consciência de homens. E de homens solidários. O espírito de Natal tem de ser entendido como algo de autenticamente revolucionário, que nos ensina a resistir à adversidade e nos testa quotidianamente na nossa mais genuína fraternidade. Resistir aos tempos que nos querem matar o que de humano existe em nós, essa é a matéria dos sonhos que nos devem mover. Resistir às intempéries da venalidade, da boçalidade, da brutalidade, da desumanidade. O espírito de Natal é o que leva os poetas a nunca esquecer o horror, mas a desenhar grinaldas de esperança, lá onde só parece existir o desespero.
Por isso aqui estamos, com este “espírito de Natal” que irmana num mesmo pensamento e numa mesma emoção os que acreditam no mágico “Menino de Belém” e os que só vêem “o seu menino”, aquele que nasceu na maternidade da sua cidade, ou nas humildes palhinhas de uma choça africana do Darfur, entre lençóis de deslumbrantes e acariciantes tecidos, ou por entre os bombardeamentos no Iraque e de todos os outros Iraques deste nosso mundo. O espírito do Natal é essa insistência inusitada na vida, mesmo quando se sabe a inexorabilidade da morte. Essa resistência quase insana numa luta diária por uma dignidade humana, mesmo quando a vemos espezinhada a toda a hora em nome dos mais altos desígnios, mas afinal ao serviço dos mais ímpios dos propósitos.
Resistir é a palavra. Que só os poetas conhecem. Como, por exemplo, José Régio:
"NATAL"
Mais uma vez, cá vimos
Festejar o teu nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, - do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos - não uma vez, mas cada -
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos;
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob escárnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclama;
Te rogamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infame.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos.
A nossa corrupção.

Os que em leilão a arrematamos
Como sagrada peça única,
Somos os que jogamos,
Para comédia, a tua túnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos mais uma vez,
Aquecer-nos ao lume
Que do teu frio e solidão nos dês.

Como é que ainda tens a infinita paciência
De voltar, e - te esqueces
De que a nossa indigência
Recusa tudo que lhe ofereces?

Mas, se um ano tu deixas de nascer,
Se de vez se nos calar a tua voz,
Se enfim por nós desistes de morrer,
Jesus recém-nascido!, o que será de nós?!


Lisboa, Vavadiando, 19 de Dezembro de 2009 / Texto LA. Fotos MEC

domingo, maio 18, 2008

MEDEIROS FERREIRA EVOCA O VAVA, NO BLOGUE "BICHO CARPINTEIRO"
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Vá lá conte...

É assim que a Joana Vicente termina o último post sobre os cafés europeus aqui nos bichos, convidando-me a falar da tertúlia que animou o Vává entre os anos 60 e 70 do século passado.Embora não partilhe da busca da alma europeia pelos cafés por onde digressei, como o fez G. Steiner nas suas palestras encantatórias, saboreei os relatos literários que a minha co-bloguer aqui escreveu sobre o tema e que tantos leitores cativou.E aproveito para esclarecer que no Match Point apenas me fixei na transformação técnica da Scarlett Johansson em relação à encarnação do Lost in translation.Nem vi para que lado caíu a bola...Foi o que tentei dizer num post arquivado.
Pois no Vává era assim.Perdíamo-nos por uma discussão acidental sobre um filme, um actor,um acontecimento, uma escolha sobre o que fazer a seguir.
A tertúlia do Vává nasceu da reunião de duas famílias principais e distintas até aí:os cineastas e artistas circundantes de um lado; e, de outro lado, os estudantes anti-fascistas que povoaram de fantasmas o imaginário político da Fátima Bonifácio até à recente vitória de Cavaco Silva.Nenhum dos dois aparecia no vává naquela altura.
Eu próprio só apareço com outra sistemática depois de ter sido expulso da cidade universitária pelo reitor Paulo Cunha, sem que da Dinamarca me viesse socorro figurado.Embora não fosse linear, as coisas passavam-se assim: os cineastas pretendiam levar no seu cinema as jovens associativas em esforços de emancipação, e os associativos desdobravam-se em proteger o seu território e em lançar as vistas para o mundo livre da criação artística.
Quem fazia admiravelmente a síntese eram duas mulheres, a Milice Ribeiro dos Santos e a Lena Carneiro que tratavam por tu o Escudeiro,o Seixas Santos,o António Pedro de Vasconcelos,a Noémia Delgado,o Paulo Rocha,o Gérard Castelo Lopes,o Cunha Telles, a Piedade Ferreira,a Ana Louro,a Ani Alves,o A Dias, o Vilhena e tantos outros.O Lauro António já oscilava entre o cinema e os estudos.E tenho ideia de ver por lá , sem assentar, o VPV e a Nani que seria capa da ELLE, versão original..
Com lugar à parte havia a Maria Emília Brederode,que se emancipava pelo facultativo trabalho em part-time numa agência de publicidade situada num andar superior no mesmo edíficio que o café e nos premiava com a sua presença distinta.O irmão Nuno frequentava a tertúlia com aquela indiferença que Miterrand concepualizaria mais tarde.
Lugar à parte tinha ainda o Fernando Lopes que de certo modo capitaneava os cineastas e declarava a Guerra e a Paz entre as componentes da tertúlia.Dia inesquecível foi a ida em peso do Vává à estreia do seu filme BELARMINO.Também o João César Monteiro fazia das suas e convidava todas as mulheres para as filmagens.Apaixonou-se pela misteriosa Teresa Bento, um rosto inesquecível vindo da luta estudantil, cujo pai era um fervoroso de Salazar, tendo eu herdado os volumes dos Discursos do ditador, oferecidos por ela antes de desaparecer.
Havia ainda escritores,jornalistas, e, muitos mirones, quando o êxito, ou apenas a fama, começaram a crismar alguns nomes.Foi aí que passámos a frequentar o Gambrinus ao fim da noite...

posted by josé medeiros ferreira @ 22:59

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

VAVADIANDO COM IRENE PIMENTEL


Para ler melhor, basta clicar na imagem.

sábado, dezembro 29, 2007

VAVA.DIANDO COM MARCELO REBELO DE SOUSA

clique na imagem para ampliar e ler em pormenor

sexta-feira, dezembro 21, 2007

VAVADIANDO DE NATAL

VÁ.VÁ.DIANDO
15 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A

O VAVADIANDO DESEJA
UM FELIZ NATAL
E UM ÓPTIMO 2008

22.12’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADOS ESPECIAIS:
OS PARTICIPANTES

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA, CARLOS DO CARMO, CELINA PEREIRA E OTELO SARAIVA DE CARVALHO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

UM JANTAR APENAS DE AMIZADE E CONFRATERNIZAÇÃO
SEM PRENDAS. A PRENDA É A PRESENÇA DE CADA UM


TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.
PRATOS DO DIA: ARROZ DE TAMBORIL OU BORREGO ESTUFADO COM BATATA
RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. PAGAMENTO ANTECIPADO]

Para informações:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

marcações de lugares:
RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sitio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira


História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga


É Dia de Natal

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa

Falavam-me de amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia

VAVA.DIANDO DE NATAL
TRAGA CONSIGO
UM POEMA,
UMA CANÇÂO,
UMA FRASE
A SUA MÃO…

quarta-feira, novembro 21, 2007

FOTOS
VER AQUI
VÁ.VÁ.DIANDO
14 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A


26.11’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
OTELO SARAIVA DE CARVALHO


DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA, CARLOS DO CARMO e CELINA PEREIRA, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PRÓXIMOS CONVIDADOS
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO



TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

quarta-feira, outubro 31, 2007

VAVA.DIANDO COM CELINA PEREIRA

VÁ.VÁ.DIANDO
13 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A

14.11’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á


CONVIDADO ESPECIAL:
CELINA PEREIRA
De Cabo Verde e das Mornas

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO, ROGÉRIO SAMORA e CARLOS DO CARMO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

“Entre os grandes intérpretes da Morna destacam-se, pela importância na divulgação da música e da cultura cabo-verdiana, os cantores Bana, Cesária Évora, Celina Pereira, Paulino Vieira e Ildo Lobo.”

PRÓXIMOS CONVIDADOS
26 DE NOVEMBRO: OTELO SARAIVA DE CARVALHO
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO


TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (
http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

sábado, outubro 06, 2007

VAVA.DIANDO COM CARLOS DO CARMO

VÁ.VÁ.DIANDO
12 º J A N T A R DA TE R T Ú L I A


18.10’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á
CONVIDADO ESPECIAL:
CARLOS DO CARMO
Vamos falar de Fado e de “Fados”

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS, LAURO ANTÓNIO e ROGÉRIO SAMORA, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MELHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIAS O CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

PRÓXIMOS CONVIDADOS
14 DE NOVEMBRO: CELINA PEREIRA (UMA VOZ DE CABO VERDE)
26 DE NOVEMBRO: OTELO SARAIVA DE CARVALHO
5 DE DEZEMBRO: RUY DE CARVALHO (a confirmar)
22 DE DEZEMBRO: JANTAR DE NATAL DO VAVA.DIANDO

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)

segunda-feira, setembro 03, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
11 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A
ABERTURA DE NOVA TEMPORADA

26.09’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
ROGÉRIO SAMORA
Profissão: ACTOR

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS e LAURO ANTÓNIO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

ROGÉRIO SAMORA - ACTOR: TEATRO, CINEMA, TELEVISÃO

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)
Próximo Convidado:
CARLOS DO CARMO
(17 de Outubro de 2007, a confirmar a data)

sábado, agosto 25, 2007

O VAVÁ.DIANDO QUE NÃO SE FAZ


EDUARDO PRADO COELHO

Ontem escrevi no PC o cartaz, numa folha de A4, para colocar nas portas do café Vávà a anunciar a próxima Tertúlia. Coloquei a informação no blogue do Vava.Diando. Seria dia 26 de Setembro. O convidado era o Eduardo Prado Coelho. Haviamos combinado ao telefone, na tarde do dia 18 deste mês, quando me telefonou a dar os parabéns. Estava bem disposto, dizia sentir-se bem, os maus tempos tinham passado. Teria muito gosto em vir ao Vava.diando.
Não vai aparecer. Fisicamente.
Hoje, às oito da manhã, morreu vítima de um ataque cardiaco fulminante. Tinha 64 anos, uma vida à sua frente. Tanto ainda para escrever e criar. As suas palavras fazem-nos falta, a partir de hoje, por muito que por vezes fossem polémicas (ou até por causa disso meso). É mais um da minha geração que vai. A última vez que falámos foi à saída de uma sala de cinema, há dias, quando ambos tinhamos visto o mais recente Tarantino.
Agora o silêncio e "a noite do mundo". Dia 26 de Setembro, estarás no Vavá.

Sobre Eduardo Prado Coelho

Eduardo Prado Coelho nasceu a 29 de Março de 1944, em Lisboa. Faleceu em Lisboa, a 25 de Agosto de 2007. Casado por diversas vezes. Uma filha. Um neto.Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em 1983, na mesma Universidade, com uma tese sobre “A Noção de Paradigma nos Estudos Literários”. Foi assistente na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1970 e 1983. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é actualmente professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação. Em 1975-76, foi Director-Geral de Acção Cultural no Ministério da Cultura criado com a Revolução de Abril. Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne-Paris 3. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris. Foi Comissário para a Literatura e o Teatro da Europália portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na Lisboa Capital Europeia da Cultura 94. Em 1997, tornou-se director do Instituto Camões em Paris. Regressou a Portugal em Outubro de 1998, tendo voltado a ser professor na Universidade Nova de Lisboa. Foi o comissário da participação portuguesa no Salon du Livre /2000.Tem ampla colaboração em jornais e revistas e publicava uma crónica semanal sobre literatura no diário “Público”, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal (“O Fio do Horizonte”). É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária (“Os Universos da Crítica”), vários livros de ensaios (“O Reino Flutuante”, “A Palavra sobre a Palavra”, “A Letra Litoral”, “A Mecânica dos Fluidos”, “A Noite do Mundo”, “O Cálculo das Sombras”) e dois volumes de um diário (“Tudo o que não escrevi”). Publicou recentemente “Diálogos sobre a Fé” (com D. José Policarpo) e “Dia Por Ama” (com Ana Calhau), “Crónicas no Fio do Horizonte”, sendo “Nacional e Transmissível” (Guerra e Paz, 1ªedição 2006) o seu último livro editado.
Foto de EPC, homenagem do Famafest, em Março de 2007.

sexta-feira, agosto 24, 2007

VÁ.VÁ.DIANDO
11 º J A N T A R D A T E R T Ú L I A

ABERTURA DE
NOVA TEMPORADA

26.09’07: 20H
R E S T A U R A N T E - C A F É V Á V Á

CONVIDADO ESPECIAL:
EDUARDO PRADO COELHO

REFLECTIR NO “FIO DO HORIZONTE”

DEPOIS DE RAÚL SOLNADO, FERNANDO DACOSTA, NUNO JÚDICE, TEOLINDA GERSÃO, IVA DELGADO, LÍDIA JORGE, MARIA DO CÉU GUERRA, EURICO GONÇALVES, PAULO PORTAS e LAURO ANTÓNIO, CONTINUAM OS JANTARES-ENCONTROS NA MEHOR TRADIÇÃO DAS TERTÚLIA DO CAFÉ-RESTAURANTE VÁVÁ.

EDUARDO PRADO COELHO: PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, ESCRITOR, ENSAISTA, COLUNISTA DE “PÚBLICO”.

TODOS ESTÃO CONVIDADOS MEDIANTE O PAGAMENTO DE UMA SIMBÓLICA QUANTIA: 12,5 EUROS POR PESSOA. COM DIREITO A SOPA, UM PRATO DO DIA, PEIXE OU CARNE, SOBREMESA, BEBIDA (VINHO É O DA CASA!) E CAFÉ. EXTRAS POR CONTA DO FREGUÊS.

RECUPEREM O BOM GOSTO DE UM SABOROSO JANTAR E DE UMA RECONFORTANTE CONVERSA À RODA DA MESA.
[ LOTAÇÃO LIMITADA A 50 CADEIRAS. ACEITAM-SE INSCRIÇÕES NO BALCÃO DO VÁVÁ. ]

Para informações e marcações de lugares:
LAURO ANTÓNIO / [ Blogue Va.Va.diando (http://vava-diando.blogspot.com/ ] [ mail: laproducine@gmail.com ]

RESTAURANTE - CAFÉ VÁVÁ AV. EUA, Nº 100 - 1700-179 – LISBOA (TELF 21.7966761)