sexta-feira, dezembro 08, 2006

6. ENTARDECEU COM UM SOL FRIO...


entardeceu com um sol frio. para esquecer pediu un gin.para recordar abriu um sulco nas mãos. trazia sempre um lápis afiado que não era para escrever.escrever o quê? a quem? o lápis.foice servia para ceifar a memória.um café e um cigarro.um filme um livro o perfume e uma ruga dócil no meio do queixo.um gesto de companhia. alisava alisava alisava sabendo que não era disfarçável.
ao lado o pó envelhecia a última viagem.
do namibe a sidney . da alma às violetas. do riso ao fogo do silêncio.
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agora mais perto. dentro de um copo. agora vazio. sem sentido.
lisboa anda dezembrina e sem outro destino que não seja a avenida de roma. sem nero.
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silenciosamente saiu. a caminho de taipé.
amanheceu a tarde.

9 comentários:

Bandida disse...

mais um belíssimo (en)canto...



B.
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Lauro António disse...

Esta mulher esmera-se quando quer...
Tudo bonito, da fotografia ao texto... este ambiente outonal!

Y. disse...

:))))))

só quando quero!!!!!!!!!!!!!


brigada....aos dois...


a BandidA é um tesouro e tu a arca...:))))


deste dezembro musgoso.


beijos.

Bandida disse...

:))))

e tu a ilha...




:)))))

B.
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holeart disse...

eu a chave..

lindo

linda

falei a foto da y.

lindaaaaaaaaaaaaa

Choninha disse...

"Ceifar a memória" é uma belíssima imagem: fica um "rasante" que já não atrofia quem quer respirar o que resta, o que é... Todas as etapas da viagem são bonitas mas sabem melhor com palavras bem colhidas, como tu bem sabes.

- Que levas no teu regaço, Isabel?
- São palavras, senhor, apenas palavras.

Até.

PiresF disse...

Daqui o dezembrino…

Av. de Roma?
Durante 36 anos a vi todos os dias e ainda hoje só lá me calço.

Abração.

Anónimo disse...

não precisava de assinatura.

Mendes Ferreira disse...

obrigada Helena....


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Beijo.