quinta-feira, novembro 23, 2006

2. MEMORIAS À SOLTA


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e de repente o tempo é um vento que leva o lugar da idade.
acabado de chegar às costas de um novembro de neblinas.

afastam-se os gestos curva-se o pescoço na inclinação da saudade.

mais um café. mais muitas águas de picos e os amigos são todos os que nunca esquecemos.
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vinte anos é uma curva sobre os livros a vida os filhos a ironia e a ternura.

eu fumo tu já não eles sobrevivem.
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o lugar é o mesmo.
só nós é que envelhecemos.
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Lisboa está diferente Lisboa está igual.

e tu como sempre.

a desfiar o tempo no gume da serena sabedoria

um olhar solto à deriva. dos ventos.

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3 comentários:

nnann arella musashi disse...

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nada é perdido e tudo é achado.

ora se eu não tivesse ido visitar o rasar o céu pelo teu perfil, vinda de outro blog, não teria achado esta belíssima ideia.

há-de ser, sim. também acho.
muita coisa.
há-de ser, também, o livro de memórias, que as tens também, tão ricas e vastas.
oxalá.:)
felicidades e êxito para o blog e para o que ele anunciar.
beijos.

Susana Barbosa disse...

... e tu como estás, Isa?

encontrei-Te. em ti me encontro. sempre.

Bjs

Choninha disse...

"e de repente o tempo é um vento que leva o lugar da idade."


mas não leva, nem a rasar o céu, as palavras que me sabem como ternura, num café, a fumar ou a sobreviver